| Os segredos da capela Sistina, Benjamin Bech |
|
|
|
|
Os segredos da Capela Sistina, Benjamim Blech Sinopse Em 'Os segredos da Capela Sistina', Benjamin Blech e Roy Doliner defendem a tese de que Michelangelo teria inscrito em seus afrescos mensagens que permaneceram por mais de cinco séculos ocultas. Para atacar o papado, o artista teria usado seus conhecimentos dos textos judaicos e cabalísticos antagônicos à doutrina cristã estabelecida, transmitindo em sua pintura aquilo em que verdadeiramente acreditava. Os autores revelam pela primeira vez como Michelangelo teria conseguido promover secretamente os seus próprios ideais, especialmente os ligados ao humanismo, ao neoplatonismo e à tolerância universal, sem que a Igreja Católica percebesse. Explicam ainda como o pintor florentino pintou o maior afresco do mundo católico sem usar ao menos uma única figura cristã; e como, além das sibilas, representou apenas personagens da Bíblia Hebraica. Resenha Em meio ao frenesi causado pela versão cinematográfica de Anjos e demônios de Dan Brown, nos deparamos com mais perguntas do que respostas, tanto para quem leu o livro ou para quem assistiu na telona e não encontramos explicações verdadeiramente históricas. Também pudera, é uma narrativa fictícia que mexe com os arquétipos conspiratórios que tanto chamam a curiosidade humana, como foi também o Código Da Vinci, minúcias que o autor interpreta bem e faz render muito o seu bolso. Lembremos da velha máxima, uma mentira contada várias vezes se torna verdade. Todavia, bons trabalhos encontramos nas livrarias e um deles, apresenta uma estimulante abordagem histórica, sobre a figura de um mestre do Renascimento, Miguelangelo Buonarotti, amparada em uma pesquisa metódica pelo rabino Benjamin Blech e o estudioso Roy Doliner, dois grandes nomes da historiografia e de estudos judaicos. O livro Os segredos da Capela Sistina – as mensagens secretas de Michelangelo o coração do Vaticano (The Sistine Secrets – Miguelandelo’s forbidden messages in the heart of the Vatican, Objetiva, tradução de Saulo Adriano, 376 páginas, R$ 59,90, difere do especulador Brown, mesmo com o subtítulo chamativo-apelativo, pelas respostas que dá a obra máxima do mestre italiano, tão única no trabalho do famoso escultor, a Capela Sistina, onde amor e ódio se digladiaram no cerne do mestre, relutante em aceitar a encomenda por considerar-se um escultor e não um pintor, e é visível nesta obra a transposição da sua linguagem de escultor para a de pintor. A composição é monumental, as figuras humanas são ressaltadas em seus contornos e volume escultural, provenientes da verdadeira função do contratado e um ponto de interrogação surge para quem contempla: como em uma obra, encomendada pela Igreja católica, não há uma única imagem cristã? Através deste livro notável, vamos conhecer as verdadeiras motivações do artista, seus antecedentes, os anos de formação intelectual e o fascínio que tinha pela cultura judaica. Os autores defendem a tese de que Michelangelo teria inscrito em seus afrescos mensagens que permaneceram por mais de cinco séculos ocultas. Para atacar o papado, o artista teria usado seus conhecimentos dos textos judaicos e cabalísticos antagônicos à doutrina cristã estabelecida, transmitindo em sua pintura aquilo em que verdadeiramente acreditava. E vem a pergunta: será mesmo verdade que Miguelangelo estudou o Talmude e a Kabbalah? Estudando os afrescos, após a limpeza foram constatadas descobertas fascinantes e estranhas por assim dizer: a serpente do Éden com braços, a Árvore do Conhecimento é uma figueira e a forma do "Juízo Final" lembra as tábuas dos Dez Mandamentos... Blech e Doliner revelam pela primeira vez como Michelangelo teria conseguido promover secretamente os seus próprios ideais ― especialmente os ligados ao humanismo, ao neoplatonismo e à tolerância universal ― sem que a Igreja Católica percebesse. Explicam ainda como o gênio pintou o maior afresco do mundo católico sem usar ao menos uma única figura cristã; e como, além das sibilas, representou apenas personagens da Bíblia Hebraica. Florentino, Miguelangelo viveu na época dos Médices, sob o poder dessa os judeus foram bem recebidos, participavam do cotidiano da cidade, trabalhavam nos mais diferentes ofícios, enquanto os segregavam por todas as direções. Filosofia e pensamentos judaicos foram apresentados ao jovem artista através de tutores, como Pico della Mirandolla. E assim o Buonarotti jornou a uma busca de uma abrangente filosofia religiosa que levou a um pensamento critico, antipapal, mais de acordo com seu verdadeiro sentimento universalista. Uma estimulante exploração da vida de um dos maiores gênios da história e de sua obra máxima. Um livro que faz da Capela Sistina tão familiar, como estranha e nova. Cadorno Teles TRECHO
"(...) As imagens servem o propósito de refletir sua vida e suas crenças; os sentimentos divididos entre o amor pela sabedoria e tradição judaica e a paixão pelo desenho e pela arte pagã; seu conflito intímo ente o amor espiritual por Deus e o amor físico pelos homens; seu respeito pelo cristianismo (mesmo depois de abandonar o catolicismo) e a ira altiva que sentia pelo papa e a corrupção do Vaticano renascentista; seu amor pelas tradições clássicas e sua defesa apaixonada do livre-pensamento e de idéias novas; seu misticismo de inspiração cabalística unida ao neoplatonismo e à sua realidade mundana carnal" página 326-27 Autor: BLECH, BENJAMIN Leia mais sobre esse livro : |


Em 'Os segredos da Capela Sistina', Benjamin Blech e Roy Doliner defendem a tese de que Michelangelo teria inscrito em seus afrescos mensagens que permaneceram por mais de cinco séculos ocultas. Para atacar o ... ( Leia mais) 










