| McCartney Years - Paul McCartney |
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O ex-beatle Paul McCartney do alto de seus 65 anos, nada mais tem a provar já disse alguém. Com mais de 40 anos dedicados à música, rico e bem sucedido, pode fazer o que bem entende e caso se desse ao luxo de não gravar mais nada e abandonar de vez os palcos, coisas que segundo ele não cogita fazer, ainda restaria material em seus arquivos para alimentar gerações de fãs. Pode-se dizer no entanto, que parte dessa lacuna acaba de ser preenchida com o lançamento de McCartney Years, DVD triplo que chega às lojas esta semana ( ainda sem data de lançamento no Brasil). Trata-se de uma estupenda, bem intencionada e atrasada prestação de contas com os fãs que pela primeira vez vão poder ter acesso a uma enorme quantidade de vídeos produzidos por McCartney nas últimas quatro décadas. Os dois primeiros discos de The McCartney Years trazem clipes, desde o primeiro para a faixa "Maybe I'm Amazed" até "Fine Line", de 2005. Extras dos dois discos incluem um vídeo promocional de "Band on the Run" e um documentário que mostra os bastidores da criação de Chaos and Creation in the Backyard, álbum de 2005. Já o terceiro disco é composto por trechos extraídos de Rockshow, gravado durante uma turnê de 1976 da banda de McCartney, Wings, pela participação do cantor no MTV Unplugged de 1991 e por 11 músicas do show no Festival de Glastonbury de 2004. Comentários de McCartney sobre as apresentações ao vivo também fazem parte do pacote. Como não existe fã totalmente satisfeito, algumas faltas são fortemente sentidas. Caso dos especiais One Hand Clapping e James Paul McCartney da década de 1970, perfeitos e acabados mas que não ganharam nenhuma menção nos DVD´s. Pergunta-se ainda pela apresentação no famoso Concert for the People of Kampuchea de 1979 e pela não inclusão, talvez de todas a mais incompreensível, de nenhum registro da passagem do ex-beatle pelo Brasil em 1990 no Maracanã , onde obteve seu maior público. Os clipes incluídos foram remasterizados e a qualidade da imagem chama a atenção de tão boa. Tanto cuidado e esmero porém, não foram capazes de evitar certos deslizes. Alguns vídeos, forçadamente transferidos para o formato widescreen, simplesmente tiveram partes da imagem literalmente cortadas ( veja fotos). Nada que atrapalhe mas, a tecnologia atual poderia sido melhor utilizada. Ao final, mais de cinco horas de uma vida passada a limpo e uma excelente oportunidade para acompanhar de perto a carreira de um dos mais criativos músicos do século XX. V.L. Araújo
THE McCARTNEY YEARS Em princípio quando dos rumores do lançamento de um pacote com três dvd’s documentando a carreira-solo de Paul McCartney começaram, a coisa me soou como um boato. Seria bom demais para ser verdade, considerando a extensão e a diversidade da vida artística que Paul desenvolveu após o fim dos Beatles, como selecionar material para lançar oficialmente, agradando a gregos e troianos? Meses mais tarde quando o lançamento se confirmou, com setlist e tudo, tive acesso a uma parte da resposta às minhas indagações. Quantos não temeram que Paul McCartney nos empurrasse mais uma produção equivocada tipo Winsgpan e Get Back? A luxosa (e bela) caixa McCartney Years redime em parte os poucos acertos do mais perfeccionista dos ex-Beatles em termos de lançamento de filmes ou vídeos. McCartney Years começa bem pela embalagem – linda – um cartucho encapsulado num slip case. Com face interna de acrílico o cartucho abre-se para abrigar 3 ótimos três dvd’s. Compõe o package um livreto com texto introdutório assinado por Barry Miles, fotografias, e uma cronologia. Quanto ao conteúdo, vai direto ao assunto, sem introdução, rodeios ou firulas. Os dois primeiros dvd’s entregam uma penca de promo vídeos completos com qualidade absolutamente fantástica em termos de nitidez. Nós colecionadores que nos acostumamos a possuir determinados clipes de Paul e dos demais Beatles com péssima qualidade sonora, ficamos bem embasbacados diante coisas como With a Little Luck, Baby’s Request, ou Waterfalls, nunca vistos antes com tamanha qualidade. No recorte especial dos extras do primeiro disco, a novidade é a qualidade exibida pelo South Bank Show com uma fantástica imagem restaurada para o vídeo clipe de London Town, dirigido por Michael Lindsay-Hogg. Nos menus (em cada um deles) gemas escondidas a dedo. Se você clica para configurar as legendas e o som, encontra um promo ou apresentação ao vivo rara ou nunca vista em versão completa, ou quase. Mesma coisa vale para o playlist, faixa de comentários, créditos e outros tópicos contidos nos menus. Em cada uma dessas chaves de acesso uma surpresa boa, como Paul cantando Blackpool completa em 1972, extraída de um filme chamado Backyard nunca lançado ou divulgado na íntegra. No terceiro dvd, mais highlights: um trecho do Rockshow absolutamente restaurado, com qualidade sonora e de imagem dignas de um lançamento integral (um dia quem sabe) dessa histórica apresentação. Pela primeira vez o show de Seattle em 1976 com áudio estéreo digital, perfeito. As imagens clássicas exibem Paul e Wings em grande forma. A inclusão de Lady Madonna - que não consta do antigo Rockshow editado oficialmente no passado em VHS e LD – deixa no ar a esperança de um futuro dvd dedicado exclusivamente a esta página da história do rock e da carreira-solo de Paul, Hightlight também é o trecho do programa Unplugged da MTV, realizado em 1991. McCartney Years nos entrega quatro canções recortadas da performance original, o primeiro ‘desplugado’ da MTV, responsável por toda a série que viria posteriormente. Assistir esse naco da apresentação deixa um gosto de quero mais. O package também reserva espaço para a sinceridade quando Paul admite publicamente, na faixa de comentários, que refez os vocais de Let it Be para o lançamento oficial do Live Aid. A caixa também revela outros acertos raros como é o caso do surpreendente Making of do Chaos and Criation at Abbey Road. Quando todos esperavam que o especial de TV fosse meramente transferido para dvd oficial, Paul apresenta material nunca visto, exibindo imagens coletadas nos ensaios, no dress rehearsal, e durante uma entrevista concedida em meio a técnicos trabalhando para preparar o estúdio 2 de Abbey Road para as filmagens daquilo que viria a ser o especial televisivo levado ao ar pela BBC e HBO. Mas nem só acertos marcam o lançamento de McCartney Years. Há erros, ou equívocos e eles não são poucos, embora pontuais. Eu particularmente gostei do resultado da transformação dos promos originalmente gravados no formato letter box 4:3 especialmente para a TV. Eles foram transferidos para wide screen, uma tecnologia moderna de exibição que contribuiu para jogar um pouco de verniz e de fescor num material antigo, que conhecemos bem. Aqui a primeira controvérsia. No site da Amazon há um comparativo dos formatos – 4:3 e wide. A impressão é que ao invés de ganhar, nós perdemos, já que os defensores do letter box sustentam que em alguns clipes somem cabeças, adereços, instrumentos e outras imagens da ação em nome da modernidade do wide screen. Se Paul brindou seu público com mais de 40 promos, em praticamente todos eles um trabalho de pós-produção foi realizado, adulterando para o bem e para o mal as versões originais. Acertaram no promo de Silly Love Songs. A nova versão digital corrigiu os erros analógicos de edição praticados nos anos 70, e o resultado ficou perfeito. Há também casos de erros. O áudio original do promo de My Love, tocado ao vivo no estúdio, foi limado em (des) favor do áudio original da canção. Um erro grave que nos tirou a chance de possuir em formato digital uma das melhores versões desse hit romântico. Outro equívoco está no segundo dvd do pacote, onde Paul deixou de documentar a fase mais rara de sua carreira, entre 1970 e 1979 em favor de promos de qualidade discutível como Birthday executada ao vivo (o áudio é do Fórum de Los Angeles em 1990) e Biker Like na Icon. Eu trocaria Figure of Eight, Spies Like Us, e Press por mais material da primeira metade dos anos 70, do período One Hand Clapping, e James Paul McCartney. No terceiro disco, Paul demorou muito exibindo parte da apresentação no Festival de Glastonbury em 2.004, onde, diga-se de passagem, foi muito bem. Mas podia ter-se limitado a umas 4 músicas, abrindo mais espaço para exibir performances ao vivo das fases 1973 a 1979 dos Wings. O áudio e a imagem de um ensaio de Wild Life poderia ter entrado completo, assim como um trecho da Rockestra Theme com a histórica reunião do The Who e led Zeppellin quase completos no estúdio 2 de Abbey Road, regidos pelo maestro Paul McCartney. Outro transtorno está nas legendas. Mais uma vez o público brasileiro fica sem merecer da EMI o direito às legendas eletrônicas em português do Brasil, o que nos obriga engolir o português lusitano com resultados nem sempre bons. Algumas expressões são do mais completo desconhecimento para os brasileiros. Nenhum dos equívocos, porém, deslustra o lançamento de McCartney Years. Temos um grande produto disponível a partir de agora, que sem dúvida é referencial para uma das mais fulgurantes carreiras da história da música popular. Observando-se atentamente esse material fica a impressão que Paul McCartney estava mesmo destinado a ‘acontecer’ de qualquer maneira, tivesse ou não sido um beatle. McCartney Years ainda não é o Anthology do Paul, mas chega bem perto... CLAUDIO TERAN ( especial para o LetraseLivros)
Extras The South Bank Show Junior´s Farm Band on the Run London Town Mull of Kintyre 2 Extras Parkinson So Bad Creating Chaos at Abbey Road Extras Live Aid The Superbowl XXXIX |


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DVD 1:










